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Medidas de austeridade na Letónia afectam pensionistas e funcionários públicos

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Medidas de austeridade na Letónia afectam pensionistas e funcionários públicos

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Os cortes orçamentais aprovados pelo parlamento da Letónia podem provocar uma forte instabilidade social. Para evitar a bancarrota e receber a segunda fatia de um empréstimo de 7,5 mil milhões de euros do FMI, da União Europeia e de outros países, Riga adoptou uma série de medidas de austeridade.

Os pensionistas estão entre os mais afectados. Esta mulher afirma, desesperada, que provavelmente vão todos ser levados para a floresta para para morrer ou sobreviver. É muito mau, sublinha, e diz que os políticos não pensam que um dia também vão chegar a velhos. O corte nas pensões de reforma é de dez por cento, o que num país onde o seu valor médio ronda os 258 euros vai criar problemas a muitas pessoas. Esta vendedora explica que os reformados são já muito pobres e diz que nenhum país europeu tem reformas tão pequenas. E com uma redução de dez por cento não sabe o que pode acontecer. Entre outras medidas, o país Báltico vai cortar em 20 por cento os salários na função pública, com os professores a serem a classe mais atingida. Os seus ordenados vão ser reduzidos em 40 por cento. O défice público da Letónia atinge actualmente os 12 por cento e o produto interno bruto deve recuar este ano cerca de 18 por cento.