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Trabalhar de graça é a receita para salvar a British Airways

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Trabalhar de graça é a receita para salvar a British Airways

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A companhia britânica de transporte aéreo registou uma perda anual recorde no último exercício. O director executivo considera a situação desesperada e decidiu abdicar dos mais de 70 mil euros de salário no mês de Julho.

Para Willie Walsh “é impossível que o negócio se mantenha dentro de dois anos se as pessoas olharem para a presente situação como algo temporário. Este negócio não vai sobreviver.” O patrão da BA e o director financeiro vão trabalhar de borla em Julho e desafiaram os empregados para se oferecerem a trabalhar de graça uns dias ou em part-time, ou pedirem um mês de licença sem vencimento. Para um perito do transporte aéreo, a iniciativa da direcção visa “convencer os trabalhadores da companhia a renegociarem os contratos, a fazê-los aceitar cortes salariais e regalias, que são alguns dos mais favoráveis do mercado, de forma a tornar a BA competitiva face a companhias como a Easyjet e a Ryanair.” A perda operacional da British Airways no último exercício é de 260 milhões de euros. Outras companhias aéreas, como a Cathay Pacific, tomaram medidas semelhantes para tentar descolar de novo.