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Barroso ganhou batalha mas não ganhou a guerra

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Barroso ganhou batalha mas não ganhou a guerra

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O orgulho e a emoção que Durão Barroso diz sentir, por ter o apoio unânime dos Vinte e Sete, não invalida, contudo, que o mais difícil esteja para vir: o voto, no Parlamento Europeu.

Barroso, no entanto, está confiante na sua recondução enquanto presidente da Comissão Europeia: “Estou confiante, em relação ao voto. Temos um apoio muito forte no seio do Parlamento Europeu. Há cinco anos tivémos um apoio também muito forte. Por isso, agora, não vejo razão para que não o tenhamos. Além disso, tenho o apoio unânime dos chefes de Estados e de governo, os quais representam todas as famílias políticas mais importantes. São chefes de partidos: de partidos socialistas, de partidos democratas-cristão, de partidos liberais…” Mas o apoio dos chefes de Estado e de governo não significa o apoio automático do Parlamento Europeu. Embora os conservadores tenham a maioria, ela não é a absoluta, e os socialistas não querem nem ouvir falar de Barroso. “O Parlamento Europeu não se limita a carimbar as decisões do Conselho. É um parlamento eleito, tal e qual como os parlamentos nacionais”, revolta-se o presidente do Partido Socialista Europeu, Poul Nyrup Rasmusse. E continua: “Por isso, não podemos aceitar que o Conselho nos diga: ‘Nós escolhemos Barroso e vocês só dizem “sim senhor” ou “não senhor”.’ É preciso discutir a questão. É isso que queremos.” Os socialistas, segundo maior grupo do Parlamento Europeu, querem discutir a questão. Mas, até agora, não apresentaram nenhuma alternativa a Durão Barroso. A primeira batalha será travada a 9 de Julho, quando os chefes das bancadas vão decidir se inscrevem a nomeação de Barroso na ordem de trabalhos da sessão plenária de 14 de Julho, ou se a adiam para mais tarde.