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Igreja acusa governo de oferecer imoralidade e injustiça

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Igreja acusa governo de oferecer imoralidade e injustiça

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A igreja católica espanhola acusou o governo socialista de corroer os padrões morais da sociedade ao propor tornar mais fácil o acesso das mulheres ao aborto.

A conferência episcopal considerou que o governo pretende qualificar o aborto como um direito que deve ser protegido mas que no fundo é uma fonte envenenada de imoralidade e injustiça. “De acordo com a doutrina da igreja, nenhum católico coerente com a sua própria fé pode aprovar e dar o seu voto”, referiu Juan Antonio MArtínez Camino, porta-voz da conferência episcopal. O parlamento espanhol deverá votar em breve o projecto-lei elaborado pelo governo de Zapatero. Muitos deputados mostraram-se indignados com ingerência da igreja nos assuntos políticos, em particular os socialistas. “As leis são feitas aqui, no parlamento, com critérios políticos e com a afirmação dos direitos e liberdades constitucionais e não com moralismos privados, de uma esfera privada onde cada um tem as convicções que entender. Mas, na vida pública, a única moral possível é a moral da constituição”, afirmou José Antonio Alonso, porta-voz do PSOE. Inúmeras pessoas participaram no passado em manifestações contra o aborto, organizadas pela igreja. O actual projecto prevê a despenalização do aborto até às 14 semanas de gestação, incluindo para adolescentes de 16 anos sem consentimento dos pais.