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Passagem de testemunho na Gronelândia.

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Passagem de testemunho na Gronelândia.

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Entra, hoje, em vigor a lei sobre a autonomia alargada na ilha do Árctico, território da Dinamarca. Um momento assinalado com várias cerimónias em Nuuk na capital. O regime negociado com a Dinamarca permite aos cerca de 57 mil habitantes o reconhecimento enquanto povo e o direito a controlar, por exemplo, os recursos minerais que vão desde o petróleo, passando, pelo zinco até aos diamantes.

A língua da Gronelândia passa, também, a ser a língua oficial do país. A Dinamarca mantém as competências em matéria de Defesa e Negócios Estrangeiros. A lei aprovada pelo Parlamento dinamarquês em Maio confirma a vontade expressa por 75% dos gronelandeses no referendo realizado em 2008. A ilha estratégica do Árctico, sob hegemonia dinamarquesa há cerca de 300 anos, beneficiava desde 1979 de um estatuto de autonomia interna recebendo, anualmente, do Estado dinamarquês cerca de 430 milhões de euros. O território semi-autónomo da Dinamarca vai ser liderado por um partido independentista de extrema-esquerda, que nas últimas eleições destronou os sociais-democratas no poder há 30 anos. O território que alberga cerca de 10% das reservas de água doce do Planeta é, ao mesmo tempo, um dos mais ameaçados pelo aquecimento global.