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Tensão cresce na capital iraniana

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Tensão cresce na capital iraniana

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Milhares de pessoas desafiaram, este Sábado, o líder supremo do Irão ao manifestarem-se na capital do país. As manifestações foram proibidas pelo regime. Durante a manhã parte dos organizadores admitiram recuar para evitar um banho de sangue, mas nada demoveu os manifestantes.

As ameaças de repressão obrigaram a que os planos fossem alterados. Mas, milhares de pessoas saíram à rua em vários pontos da capital, entre eles a Universidade de Teerão. Muitas acabaram detidas. Depois de uma semana de protestos nas ruas de Teerão, a polícia antimotim e as forças paramilitares responderam com gás lacrimogéneo, canhões de água e bastões para dispersarem os milhares de opositores do presidente reeleito. O braço-de-ferro está para durar… Mirhossein Mousavi, o grande derrotado das últimas eleições, afirmou este Sábado que o país tem que ser expurgado daquilo a que chama de mentiras e desonestidade. O antigo chefe de governo, que conta com milhares de apoiantes apelou, a uma greve geral caso venha a ser detido e diz-se disposto a tornar-se mártir. Também este Sábado, um bombista suicida detonou uma carga explosiva junto ao mausoléu do imã Khomeini. É a escalada da tensão e da violência, naquele que é já considerado como o mais grave conflito interno desde a Revolução Islâmica, em 1979.