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Amortecer os efeitos da mundialização

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Amortecer os efeitos da mundialização

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Preservar os empregos ou facilitar a reinserção profissional no seio da União Europeia – estes são os objectivos do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização. Como aproveitá-los?

Encerramento de fábricas, despedimentos em massa ou deslocalizações de unidades fabris são situações em que o Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização quer intervir. O seu papel: amortecer os efeitos de uma competição internacional cada vez mais forte através da promoção de medidas de reinserção laboral complementares às já aplicadas pelos Estados Membros da União. A formação profissional para actualizar os conhecimentos dos trabalhadores, a ajuda à criação de empresas ou oportunidades para uma reconversão profissional fazem parte das actividades do fundo. Foi desta forma que Marlies Wiesner se tornou operadora de empilhadoras depois de ter sido despedida, juntamente com outros 3300 colegas. Wiesner trabalhava na filial alemã da empresa taiwanesa BenQ, especializada em telefones móveis. E para lidar com a leva de despedimentos, a Alemanha recebeu, do fundo europeu, 12,8 milhões de euros. Uma verba depositada em Dezembro de 2007. “Eu sempre acreditei que ia encontrar outro emprego, mas nunca pensei tornar-me condutora de um camião.Nem mesmo em sonhos, até ao dia em que me ofereceram a oportunidade de treino e um teste de condução”, afirma Marlies Wiesner. Entretanto, a crise economica e financeira mundial veio agravar a situação. O fundo europeu decidiu ser altura de se tornar mais solidário e reactivo. Em vez de um tecto mínimo de mil despedimentos por empresa para se capacitarem aos fundos, o número passou para 500 despedidos por empresa. A contribuição financeira da União Europeia também se alterou. Passou a ser de 65 por cento em vez dos 50 por cento, um valor que se vai manter até finais de 2011 e a duração das ajudas passou de 12 para 24 meses. Em Abril passado, a União Europeia apresentava uma taxa de desemprego, corrigida de variações sasonais, de 8,6 por cento. Por outras palavras, 21 milhões de europeus encontravam-se sem emprego e à procura de um.