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Calma voltou a Teerão

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Calma voltou a Teerão

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Pela primeira vez, em 11 dias, Teerão foi esta terça-feira uma cidade aparentemente calma, embora a tensão política se mantenha.

O Ministério do Interior emitiu uma nota, pedindo ao lider da oposição, Hossein Moussavi que “respeite a lei e o voto do povo e que se comporte de acordo com a lei”. A nota faz ainda um comentário, questionando o carácter democrático de Moussavi. “As eleições teriam sido óptimas se ele tivesse ganho, foram horríveis, porque ele perdeu”. Amadinedjad, o presidente eleito, voltou a acusar os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de interferência nos assuntos internos. Mas neste primeiro dia sem manifestações, a pressão política jogou-se noutros tabuleiros. Para além da nota do Ministério do Interior, o Reino Unido retaliou a expulsão de dois diplomatas britânicos acreditados em Teerão. Olho por olho, Londres expulsou dois diplomatas iranianos. Foi o próprio Primeiro-Ministro, Gordon Brown, quem o anunciou, na Câmara dos Comuns. Brown disse ainda que a justificação para a expulsão dos dois funcionários britânicos não tinha qualquer fundamento. Entretanto, o Conselho dos Gardiães, apelou ao lider supremo, Kahmenei, que alargue o prazo para a recepção de reclamações dos candidatos presidenciais. Para quinta-feira, estão já convocadas novas manifestações.