Última hora

Última hora

Economista-chefe do FMI diz que ainda não é altura de retirar os estímulos fiscais

Em leitura:

Economista-chefe do FMI diz que ainda não é altura de retirar os estímulos fiscais

Tamanho do texto Aa Aa

A retoma da economia mundial vai demorar mais tempo do que se estava à espera.

Os últimos dados estatísticos da Eurozona mostram uma deterioração do sector dos serviços. Depois da crise imobiliária, o acesso ao crédito é limitado, apesar das taxas de juro registarem os valores mais baixos de sempre. Os números do desemprego continuam em ascenção, com a zona euro a registar um média de 9.2 %. A confiança dos consumidores segue em baixo, numa altura em que os sinais de recuperação advêem geralmente dos planos de estímulo postos em prática pelos governos e bancos centrais. Mas os economistas perguntam se já é tempo de planear estratégias de saída. Olivier Branchard, em entrevista à euronews, explica que ainda não chegou o momento de retirar os estímulos fiscais ou de aumentar as taxas de juro. Segundo o economista chefe do FMI, “os consumidores não estão prontos para gastar e as empresas não estão dispostas a investir”. Diz ainda que se forem retirados os estímulos, a retoma pára. Esta quarta-feira a Reserva Federal norte-americana deve anunciar a manutenção da taxa de juro de referência, que se situa entre os zero e os 0.25% por cento ao ano.