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Clérigos e estudantes iranianos apelam ao luto nacional

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Clérigos e estudantes iranianos apelam ao luto nacional

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Centenas de polícias de intervenção e membros das milícias Basiji continuam a patrulhar as ruas de Teerão onde se mantém o clima de incerteza.

As forças do regime conseguiram reprimir para já a contestação maciça dos resultados das presidenciais iranianas de 12 de Junho. Pelo menos 17 pessoas perderam a vida no auge das manifestações contra a reeleição anunciada de Ahmadinejad. Apesar da proibição à imprensa nas ruas da capital, muitas das mortes foram filmadas por manifestantes e divulgadas na Internet. Numa altura em que a liderança religiosa do país foi desafiada por clérigos reformistas que apelam ao luto nacional, no exterior as comunidades iranianas mais jovens também se organizam. É o caso dos estudantes iranianos de Frankfurt que utilizam o espaço virtual para avaliar a evolução dos acontecimentos. “Não foi permitido realizar uma vigília pelos mortos no Irão. Por isso é que pedimos a cada iraniano em todo o mundo para que se reunam em qualquer parte em sinal de luto”, explicou um jovem de origem iraniana a residir na Alemanha. O conflito iraniano assume proporções internacionais e diplomáticas cada vez maiores, com manifestações de apoio aos contestatários do regime em países como a Itália ou a Grécia. Por outro lado, a Grã-Bretanha anunciou a expulsão de dois diplomatas iranianos e os Estados Unidos, que começaram por ter uma reacção comedida, vão tomando posições mais firmes.