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Proibição da burca lança polémica em França

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Proibição da burca lança polémica em França

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A missão de informação parlamentar sobre o véu islâmico integral anunciada esta terça-feira pelo parlamento francês está a dividir a classe política e as opiniões nas ruas de Paris

São muitas as vozes que pedem uma lei que interdite a utilização da burca em França. “É o símbolo do fascismo, da opressão das mulheres, da talibanização da religião” declarou Silhem Habchi do movimento feminista francês “Nem Putas nem Submissas”. Mas para muitos uma eventual proibição deverá representar uma diminuição das liberdades individuais. No país vivem perto de cinco milhões de muçulmanos a maior população a residir num país ocidental. “A burca não tem nada a ver com a religião, é cultural. Portanto, imagine alguém que venha do estrangeiro com uma burca, vai dizer-lhe que não tem direito a entrar em França”, argumentava um parisiense muçulmano. A Human Rights Watch também defende que uma eventual proibição da burca em França poderá constituir uma violação dos direitos humanos. Uma posição igualmente assumida pelos muçulmanos franceses. “Através desta tentativa de estrangular uma liberdade individual, será que não estamos, uma vez mais, a estigmatizar a nossa religião?”, questionou Chems-eddine Hafiz, membro do Conselho Muçulmano francês. A Assembleia Nacional francesa estabeleceu um prazo de seis meses para que a missão parlamentar ausculte e analise os diferentes pontos de vista e elabore um relatório sobre o assunto.