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CoE quer soluções para os 2,5 milhões de europeus deslocados

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CoE quer soluções para os 2,5 milhões de europeus deslocados

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São os povos esquecidos da Europa. Abandonaram as suas terras por causa de conflitos étnicos e dezenas de anos depois ainda vivem em situação precária. Agora, o Conselho da Europa (CoE) aprovou uma recomendação que pede aos países europeus que façam todos os possíveis para resolver os conflitos, permitir o regresso de quem o queira e integrar plenamente que prefira ficar.

“Estas pessoas vivem actualmente entre nós”, explica Tina Acketoft, da Comissão de Migração, Refugiados e População, do Conselho da Europa. E continua: “Estamos a falar de europeus. Dois milhões e meio de pessoas que vivem dentro das fronteiras da União e que, de facto, deviam usufruir dos mesmos direitos que todos nós: habitação, educação para os filhos, cuidados de saúde, e o direito de votar, também.” Estamos a falar dos deslocados de Chipre, há mais de trinta e cinco anos, por exemplo. Mas não só. Convidado do Conselho da Europa, Walter Kälin, representante da ONU para os Deslocados refere outros casos: “Temos dois pontos negros, na Europa. Um é o Cáucaso do Sul: Geórgia, Azerbaijão; o outro continua a ser os Balcãs: Bósnia, Sérvia, Kosovo… Estas são situações que estão num impasse. As pessoas deviam voltar para as suas casas, mas não podem. As pessoas deviam ser o direito de viver uma vida normal, mas muitas ainda estão em centros colectivos, sem condições, à margem da sociedade.” Apenas um quarto dos europeus que um dia estive deslocado, conseguiu alcançar uma solução durável. Hoje, 400 mil pessoas continuam ainda a viver em acampamentos.