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Madoff: A fraude do século

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Madoff: A fraude do século

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Um monstro. É como a imprensa e especialmente as vítimas da fraude classificam Bernard Madoff.

O antigo “menino de ouro” de Wall Street caiu em desgraça deixando atrás de si um rasto de perdas colossais para muitos milionários, instituições de caridade, mas também para os que nele confiaram para gerir as poupanças de uma vida. Mas como funcionava o esquema fraudulento de Madoff? O financeiro recebia o dinheiro de investidores. Depois angariava novos investidores para conseguir pagar os juros do dinheiro investido pelos primeiros. Um esquema piramidal em que na realidade os investidores recebiam dinheiro de outros investidores em vez de lucros reais. Entre as vítimas encontram-se importantes instituições de caridades judaicas e figuras de renome como o prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel, que perdeu todas as poupanças e mais 15 milhões de dólares da sua obra de caridade. O realizador Steven Spielberg é outro dos lesados depois de ter investido junto de Madoff 70% do dinheiro da sua fundação. Mas existem outras vítimas, menos conhecidas, por exemplo um casal de reformados da Florida que sonhava com uma reforma tranquila e que viu os “anos dourados” transformados em pesadelo depois de perder todas as poupanças de uma vida em 48 horas. Confirmadas pelas autoridades estão perdas de 9,2 mil milhões de euros da parte dos investidores que recuperaram já 850 milhões graças aos bens confiscados à família Madoff. A fraude está estimada em 46 mil milhões de euros. Bernard Madoff, um self-made man que protagonizou a maior fraude da história financeira norte-americana. Um homem que começou com 5000 dólares e chegou à presidência do Nasdaq antes de fazer Alves dos Reis parecer um “menino do coro”.