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Familiares das vítimas acusam companhia de usar aviões sem condições de segurança

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Familiares das vítimas acusam companhia de usar aviões sem condições de segurança

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Em menos de um mês, o aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, volta a criar células de crise para fazer face a uma tragédia aérea. Desta vez, para apoiar os familiares de cerca de 50 passageiros que tinham embarcado rumo às ilhas Comores.

Na hora de dor, as famílias apontam o dedo à companhia, que acusam de usar dois aparelhos para a viagem: um que respeita as normas de segurança para a Europa e um segundo, em mau estado, para o trajecto entre o Iémen e o arquipélago das Comores. Um familiar diz ter perdido a tia e três primos. E acrescenta: “Como toda a gente diz, esperávamos que houvesse uma tragédia. Ao chegar ao Iémen há sempre uma mudança de avião. Para a Europa usam um aparelho que respeita as normas, mas chegados ao Iémen, mudam”. Um outro familiar enlutado reitera as acusações: “De Paris a Sanaa, o avião respeita as normas. Já apanhei este voo e o aparelho é bom. Mas de Sanaa a Moroni, imaginem que nem há atribuição de lugares. É como se embarcássemos num táxi colectivo em África”. Mesma dor e acusações na cidade francesa de Marselha, onde tinham embarcado outros 50 passageiros e onde vive uma importante comunidade dos Comores. Um familiar das vítimas pede às autoridades francesas que investiguem e elucidem este acidente, pois desde Agosto que denunciam problemas com a companhia, que chama de companhia lixeira. A União Europeia exige também explicações à companhia, procurando saber porque é que mudou de aparelho em Sanaa. Aquele que partiu de Paris e fez escala em Marselha tinha sido controlado pelos franceses.