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República Checa passa o testemunho da presidência europeia à Suécia

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República Checa passa o testemunho da presidência europeia à Suécia

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Todo o peso dos assuntos da União Europeia, contidos de forma simbólica no barril de cerveja, bebida nacional na República Checa, passou dos checos para os suecos.

O mandato da república Checa foi marcado pela pior crise económica a afectar a Europa desde a Segunda Guerra mundial e pelo impasse do Tratado de Lisboa. O governo de Praga ‘caiu’ a meio do mandato e o eurocepticismo do presidente Vaclav Klaus, que chegou a considerar o Tratado um “erro trágico”, não ajudou. No entanto, Praga conseguiu desbloquear o processo de ratificação do documento. O Parlamento Europeu adoptou o texto e foram dadas garantias aos irlandeses para que possam ratificá-lo já em Outubro. Se a presidência acabou com uma crise, o mandato começou em Janeiro com outra – a crise do gás, que gerou um conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Dos três “E” da presidência checa – economia, Europa voltada para o exterior, e Energia, este último deu alguns frutos, como reconheceu o chefe do Governo de Praga. O lema “Europa voltada para o exterior” falhou com o falhanço da adesão da Croácia ao clube europeu. E falhou também a tentativa do artista plástico checo, David Cerny, de representar cada Estado-membro através de um estereotipo satírico. A França, transformada na palavra “greve”, não agradou, assim como os búlgaros representados por uma sanita turca. E um móvel de “design” escandinavo para os suecos foi mais neutral.