Última hora

Última hora

Suécia assume destinos europeus por seis meses

Em leitura:

Suécia assume destinos europeus por seis meses

Suécia assume destinos europeus por seis meses
Tamanho do texto Aa Aa

De Estocolmo vão chegar as linhas mestras da presidência europeia para os próximos seis meses. A crise financeira e o aquecimento global vão dominar as suas atenções.

Os rostos da presidência são dois. O do popular primeiro-ministro sueco Fredrik Reinfeldt, novo na cena política internacional, mas tido como um político extremamente sólido, e o bem mais conhecido Carl Bildt, ministro dos Negócios Estrangeiros do reino, e ex-primeiro-ministro, reconhecido como um dos políticos mais competentes da Suécia. Estocolmo vai ter de liderar a estratégia dos 27 para sair da crise económica. O que passa pela coordenação das políticas nacionais contra os défices, excessivos devido aos estímulos económicos. Quanto ao aquecimento global, o objectivo é obter uma posição comum dos 27 e preparar o terreno para a Cimeira de Copenhaga, em Dezembro, onde mais de 190 estados vão discutir um novo tratado para substituir o Protocolo de Kioto. Richard Erixon, analista político, considera que “a ambição sueca é demasiado elevada, especialmente no que toca às alterações climáticas. O primeiro-ministro espera demasiado da conferência de Copenhaga, creio que a China e os Estados Unidos têm outras prioridades. Está tudo virado para a crise financeira e acho que os suecos deviam concentrar-se nela também…” O Tratado de Lisboa também vai marcar a agenda (com a Irlanda a ratificar o documento, e Estocolmo já disse que as portas da união estão abertas para as negociações com a Turquia e também com a Croácia. No entanto, enquanto Zagred não resolver a questão fronteiriça com a Eslovénia, pouco poderá avançar.