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Marinha francesa intensifica buscas nas Ilhas Comores

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Marinha francesa intensifica buscas nas Ilhas Comores

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Duas embarcações da marinha francesa juntam-se hoje à equipa de resgate nas Ilhas Comores.

Uma adolescente de 14 anos é até agora a única sobrevivente do acidente ocorrido na madrugada de terça-feira. Vários corpos já foram encontrados entre os destroços. O Airbus A-310 transportava 153 pessoas, entre as quais 11 tripulantes e 66 cidadãos franceses. Estima-se que existam 200 mil nacionais das Ilhas Comores em França. Uma comunidade que se juntou no aeroporto Charles de Gaule, em Paris para protestar. “Desde criança que oiço falar desta companhia aérea, as pessoas dizem que é um caixote do lixo voador e isso não se coaduna com as regras internacionais de segurança”, diz um dos presentes. Um outro nacional das Comores a viver em França partilha a mesma opinião: “Há dez anos que avisamos que os aviões são perigosos. Temos de agarrar-nos aos assentos. Não há cintos de segurança. Hoje assistimos a este grande drama. Avisámo-los que um dia isto ia acontecer.” A maior parte dos passageiros era proveniente de Paris e Marselha e tinha feito escala em Sana, a capital iemenita, onde mudou para o avião sinistrado. O voo 626 tentou a aproximação à pista do aeroporto de Maroni, antes de se despenhar no Índico. O relatório preliminar sobre o acidente é apresentado quinta-feira. Bruxelas adiantou que vai propor uma lista negra global de companhias de aviação que não apresentem condições de segurança.