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Zelaya quer voltar ao poder

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Zelaya quer voltar ao poder

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O Presidente das Honduras, Manuel Zelaya, deposto pela força no domingo, foi defender a sua posição perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Zelaya tem prevista uma escala em Washington na quarta-feira, antes de regressar quinta-feira às Honduras acompanhado por uma delegação da Organização dos Estados Americanos. O presidente eleito pelos hondurenhos em 2005 para um mandato de quatro anos anunciou que na quinta-feira voltará à capital Tegucigalpa acompanhado do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos. A generalidade da comunidade internacional repudiou a destituição de Zelaya, que foi detido por um grupo de militares e exilado na Costa Rica após ter insistido na realização de um referendo sobre a eliminação de restrições ao número de mandatos presidenciais. A consulta popular decidiria sobre uma mudança na Constituição para instituir a reeleição, actualmente proibida no país, mas foi considerada inconstitucional pelo Parlamento e pelo Supremo Tribunal das Honduras. O Presidente interino, Roberto Micheletti, que era Presidente do Congresso, assumiu o cargo máximo do país e disse que o plano para a realização de eleições presidenciais a 29 de Novembro será mantido. Micheletti, deixou claro que se o chefe de Estado deposto Manuel Zelaya voltar ao país será preso. Consciente do dano que o isolamento internacional está lhe causando, Michelleti também anunciou que enviará emissários aos Estados Unidos para tentar explicar algo que alega desde o domingo: que o ocorrido com Zelaya não foi um golpe de Estado, mas uma “substituição constitucional”.