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Frutos e legumes: todos diferentes, todos igualmente bons

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Frutos e legumes: todos diferentes, todos igualmente bons

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Em nome da diversidade de formas e de cores, acabaram-se os cânones de beleza para os frutos e legumes. Tal como decidido por Bruxelas, em Novembro último, os comerciantes podem, finalmente, voltar a vender frutos e legumes não calibrados – à condição de estarem livres de pestes ou de doenças e de terem a indicação do país de origem.

Diferentes formas, diferentes preços. O conceito agrada aos comerciantes, como Lonel Cretu, vendedor num mercado romeno de Bucareste: “As plantas não produzem sempre legumes iguais. Uns são maiores, outro são mais pequenos, mas o sabor é o mesmo. É bom para as pessoas. Os reformados podem comprar mais barato, por exemplo. Temos três preços diferentes para três qualidades diferentes de pimentos.” Durante anos, os frutos e legumes estiveram sujeitos à tirania da calibragem, em nome, por exemplo, de uma maior facilidade de transporte. A busca da homogeneidade acabou por provocar uma diminuição das espécies cultivadas, e consequentemente dos sabores. Mas como os gostos não se discutem, viva o regresso da diversidade.