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Governo hondurenho desafia a comunidade internacional

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Governo hondurenho desafia a comunidade internacional

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As Honduras voltam a desafiar a comunidade internacional, enquanto centenas de apoiantes do presidente deposto Manuel Zelaya protestam nas ruas de Tegucigalpa.

O parlamento hondurenho fez passar uma lei, que restringe as garantias constitucionais, como por exemplo, o direito à associação. O chefe de Estado interino, Roberto Micheletti, disse “não” às negociações com a Organização dos Estados Americanos, que deu um ultimato de 72 horas ao país para o regresso de Manuel Zelaya. Caso contrário, a OEA ameaça expulsar ás Honduras da organização. O estadista deposto no sábado por um golpe de Estado esteve no Panamá e reafirmou a intenção de voltar às Honduras no domingo, apesar da ordem de prisão de que é alvo. A forte condenação do golpe de Estado pela comunidade internacional está a levar alguns países, entre eles a França, a retirar os embaixadores de Tegucigalpa. Laurent Dominati, representante francês nas Honduras, explica que, em colaboração com outros países europeus, Paris decidiu “retirar os diplomatas para consulta” e que, ao fazer isso, “está a enviar uma mensagem para que volte a ordem constitucional o mais depressa possível”. O Banco Inter-Americano de Desenvolvimento anunciou que não concederá qualquer novo empréstimo às Honduras até a democracia ser restaurada.