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Yemenia Airlines pode ser proibida de voar na Europa

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Yemenia Airlines pode ser proibida de voar na Europa

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À medida que as buscas prosseguem ao largo das ilhas Comores, a esperança de encontrar sobreviventes do voo 626 da Yemenia Airlines vai desvanecendo.

Helicóperos, aviões e navios franceses e norte-americanos patrulham a zona, mas ainda não encontraram as caixas negras do aparelho, que podem estar a uma profunidade de 500 metros. Entretanto, Bruxelas quer garantias de que a companhia iemenita vai corrigir deficiências na manutenção dos aviões, sob pena de se ver proibida de operar na União Europeia. O trajecto Paris-Marselha-Sanaa foi efectuado num Airbus A330. Os passageiros foram depois transferidos para outro avião em direcção a Moroni, um A310 proibido em solo francês devido a defeitos detectados em 2007. Abdulkhaliq Al-Qadi, o presidente da companhia aérea diz que é “um exagero falar de má manutenção” da aeronave. Considera-o um “ataque” ao seu país, “um país pobre, com o qual ninguém se preocupa”. Em França, o descontentamento da diáspora comoriana não pára de crescer. Uma centena de pessoas fechou à força uma agência de viagens em Marselha, que vendia bilhetes da companhia aérea. “Têm de proibir a Yemenia Airlines de operar desde Paris até às Ilhas Comores. Este é o voo da morte e não queremos isso”, diz um dos comorianos presentes. O aparelho transportava 153 pessoas, quando se despenhou, na madrugada de terça-feira. A Yemenia anunciou entretanto indemnizações de 20 mil euros para os familiares de cada uma das vítimas.