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Não há acordo sobre armas estratégicas na véspera da visita de Obama à Rússia

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Não há acordo sobre armas estratégicas na véspera da visita de Obama à Rússia

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A menos de 24 horas da chegada de Barack Obama a Moscovo, os negociadores norte-americanos e russos ainda não conseguiram um acordo sobre aquela que deveria ser a peça central da primeira visita do presidente norte-americano à Rússia.

Obama e o homólogo russo, Dmitri Medvedev, comprometeram-se, por ocasião da Cimeira do G20 em Abril, com a redução do armamento estratégico e deveriam assinar nos próximos dias o esboço do texto que deverá substituir o tratado que expira em Dezembro. Apesar de ambos os presidentes estarem apostados na recuperação das relações bilaterais, as divergências persistem. Medvedev associou um eventual acordo sobre as armas estratégicas a concessões no projecto do sistema antimíssil norte-americano na Europa de Leste, defendendo a alternativa de uma defesa global. Obama rejeita uma ligação directa entre os dois assuntos e defende a necessidade de um sistema que proteja os Estados Unidos e a Europa, mas convidou a Rússia a participar no projecto. Obama e Medvedev vão tentar ultrapassar as fricções herdadas da era Bush, mas os encontros previstos do presidente norte-americano com activistas e oposição russa também estão a causar mal estar no Kremlin.