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Zelaya quer regressa hoje às Honduras

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Zelaya quer regressa hoje às Honduras

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O presidente deposto das Honduras, Manuel Zelaya, confirmou, em Washington, a sua decisão de regressar ao país, apesar de saber que isso lhe vai provocar um confronto com os militares que o destituiram e forçaram ao exílio.

Participou este sábado, em Washington, na Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, cujo secretário-geral tem mantido uma guerra de palavras, com os militares golpistas. À entrada da reunião, Zelaya disse que está optimista, que regressará este domingo ao país e que reassumirá as suas funções. Na viagem, deverá ser acompanhado por outras figuras políticas, como lider da OEA, José Miguel Insulza. De dentro do país, vem um apelo à reflexão, feito pelo cardeal Oscar Rodriguez: “Pensemos, se uma acção precipitada, como um regresso ao país, neste momento, não vai acabar num banho de sangue. Diga-me, porque depois pode ser tarde”. Os militares estão isolados e a população pede o regresso do presidente. Mas em desespero, ninguém sabe do que a força das armas será capaz. Manuel Zelaya pode chegar acompanhado de outros presidentes sul-americanos. Casos de Cristina Kirchner, da Argentina, Rafael Correa, do Equador, ou Fernando Lugo do Paraguai. Mas os jornalistas presentes da reunião da OEA não conseguiram confirmar a informação. Os militares disseram que, se regressar, será preso de imediato.