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Manuel Zelaya, uma figura controversa

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Manuel Zelaya, uma figura controversa

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A União Europeia, a Casa Branca e os vários governos da América Latina repudiaram o exílio forçado de Manuel Zelaya. Mas em casa o presidente das Honduras não é uma figura consensual.

Segundo sondagens recentes, a popularidade do chefe de Estado deposto ronda os 30%. Manuel Zelaya foi detido no dia 28 de Junho cerca de duas horas após o ínicio de um referendo à constituição que não tinha sido autorizado pelo supremo tribunal do país. Um dos objectivos da consulta popular era permitir a recandidatura do chefe de Estado a um segundo mandato. Poucos dias antes do referendo, Zelaya mobilizou os apoaintes na capital: “Agora o povo pode ter uma opinião, para que partilhemos um pouco as Honduras, aprendamos a ser mais cristãos, mais nobres mas hondurenhos, mais patrióticos e mais democráticos. É isso que queremos no próximo Domingo”. Manuel Zelaya foi eleito presidente das Honduras em Janeiro de 2006 como político conservador, mas posteriormente virou à esquerda e aproximou-se de dirigentes anti-liberais da região. Alguns consideram que Zelaya lutou a favor dos pobres contras as elites. Outros acusam-no de populismo e de se ter colado ao estilo de Hugo Chavez. O presidente da Venezuela acusou a classe média das Honduras de apoiar um golpe de estado contra o líder hondurenho que estava a levar a cabo uma “revolução” no país.