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Presidente deposto das Honduras reúne-se com Hillary Clinton

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Presidente deposto das Honduras reúne-se com Hillary Clinton

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Aperta-se o cerco internacional ao regime golpista nas Honduras, depois dos militares terem impedido o regresso ao país do presidente deposto e expulso há uma semana.

O avião que transportava Manuel Zulaya foi obrigado a fazer meia-volta nos céus de Tegucigalpa, depois da pista do aeroporto da cidade ter sido bloqueada. Um gesto que originou violentos confrontos, em terra, entre apoiantes do presidente e militares, que provocaram um morto e um número indeterminado de feridos. O avião de Zulaya acabou por aterrar de madrugada em El Salvador, onde o presidente derrubado, convocou uma conferência de imprensa, em companhia dos chefes de estado da Argentina, Equador, Nicarágua e El Salvador. “Em nome de Deus, apelo aos soldados hondurenhos e aos polícias, peço-vos, suplico-vos e ordeno-vos que párem de reprimir o povo hondurenho”, afirmou Zulaya. Manuel Zulaya vai reunir-se hoje em Washington com a secretária de estado Hillary Clinton naquele que é considerado mais um passo para o isolamento do regime golpista. O golpe militar, condenado pela ONU e pela União Europeia levou à suspensão das Honduras da organização de Estados Americanos. No território, o auto-proclamado presidente Roberto Micheletti rejeita falar de um golpe de estado. O recolher obrigatório encontra-se em vigor no país e há notícia de vários feridos por bala entre os opositores ao novo governo. A morte de um jovem de 19 anos esta madrugada, junto ao aeroporto, ameaça inflamar os protestos.