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Pequim reprime etnia muçulmana com banho de sangue

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Pequim reprime etnia muçulmana com banho de sangue

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Serão pelo menos 156 os mortos causados pela repressão policial durante distúrbios provocados pelos muçulmanos uigures em Urumqi, a capital regional de Xinjiang no nordeste da China.

Tratam-se dos mais sangrentos actos de violência étnica no país em várias décadas e o balanço pode ainda agravar-se. A carga policial terá provocado também ferimentos em 828 pessoas e várias centenas foram detidas. O protesto de domingo reuniu mais de três mil uigures, alguns deles armados com paus e facas. O governo regional de Xinjiang acusa o Congresso Mundial Uigur, separatista, dirigido por Rebiya Kadeer de estar por detrás dos protestos. Os uigures exilados denunciam uma repressão brutal e exagerada, para sufocar um protesto pacífico de milhares de pessoas e afirmam que a polícia abriu fogo de modo indiscriminado. A maioria dos 8,3 milhões de uigures, muçulmanos de língua turca – acusados por Pequim de fomentarem uma luta separatista violenta -, queixam-se de de perseguiçao política, cultural e religiosa. A China que vai estar no G 8 em Itália na qualidade de país em desenvolvimento começa a receber advertências da comunidade internacional sobre o execesso de violência na repressão dos manifestantes. Os Estados Unidos pediram oficialmente contenção a Pequim.