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Confrontos em Xinjiang abrem fissura na "grande China"

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Confrontos em Xinjiang abrem fissura na "grande China"

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Os confrontos interétnicos na província de Xinjiang obrigaram o presidente chinês, Hu Jin Tao, a abandonar a cimeira do G8 em Itália para regressar de emergência a Pequim.

Desde domingo que a polícia patrulha as ruas da capital da província, onde foi decretado o recolher obrigatório, face aos enfrentamentos entre as comunidades uigure e han. Os números oficiais falam de mais de 150 mortos, um milhar e meio de feridos e de mais de 1400 pessoas detidas. Pequim acusa os independentistas uigures de estarem na origem dos incidentes, após uma manifestação pacífica ter degenerado em violência no domingo. Na base dos protestos está a revolta da população uigure que, à semelhança dos tibetanos, se queixa de discriminação face à população Han. Ontem um milhar de membros da comunidade levou a cabo uma acção de represálias sobre diversos bairros uigures. Há notícia de várias mortos, que não podem ser confirmados, uma vez que Pequim impede o acesso dos jornalistas ao local. A situação é altamente sensível, uma vez que volta a revelar as fracturas na chamada “Grande China” defendida pelo regime comunista.