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Fun-Da-Mental tocam no Tartaristão

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Fun-Da-Mental tocam no Tartaristão

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Lutar contra o racismo e a discriminação é o mote dos polémicos “Fun-Da-Mental” que realizam uma digressão pela Rússia e pelo Norte da Europa.

O grupo britânico que é frequentemente acusado de apoiar o islamismo radical tocou em Cazã, principal cidade muçulmana da Rússia, no Tartaristão. O líder da banda apresenta-se em público sob o nome “Propa-Gandhi”. Aki Nawaz afirma que a música dos Fun-Da-Mental é um protesto contra a desigualdade e as ameaças à liberdade de expressão: “Este é provavelmente o melhor slogan: “Não ficaremos em silêncio”. Porque a Europa apresenta-se a si própria como liberal e democrática mas na verdade há muita boa gente na Europa que vive com medo de falar. Dizem que as instituições do governo e outras agências fazem-lhes a vida num inferno”. O grupo gerou controvérsia no Reino Unido com a letra de uma canção que denuncia o que chamam de “hipocricia” do Ocidente e compara bin Laden a Che Guevara. O mesmo tema dá conta dos pensamentos e acções de um bombista suicida. O grupo alimenta-se de inflûencias culturais variadas, da Ásia, a África passando pelas Caraíbas e não esconde as reivindicações de carácter político: “A Índia e o Paquistão não usaram a bomba, os Estados Unidos sim. Somos nós que estamos a julgá-los pela questão dos valores. Houve muita barbárie na Europa durante quantos anos? Seiscentos, setecentos, oitocentos, novecentos anos?”, questiona Lloyd Sparks. Os Fun-Da-Mental encaram as digressões como uma forma de espalhar a mensagem e encontrar pessoas que têm o mesmo combate. “É bom ter a possibilidade de viajar e conhecer pessoas em diferentes partes do mundo, partilhar valores comuns, ideias e pensamentos e tentar direccioná-los para este movimento de paz, uma paz melhor para todos”, explica Dave Watts. Depois dos concertos no Tartaristão e na Sibéria, os Fun-Da-Mental regressam à Europa, com espectáculos na Suécia e na Noruega.