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Indonésia avança rumo ao progresso económico

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Indonésia avança rumo ao progresso económico

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Não errou mais do que devia nos últimos cinco anos e por isso foi reeleito para novo mandato. Mais, a ele se deve a calma depois dos anos caóticos a seguir à ditadura de Suharto. Por isso defende uma certa ambição de dragão para o país. Sem surpresa e mesmo com alívo dos mercados financeiros, Susilo Bambang Yudhonyo, o “SBY” regressa à cadeira presidencial da Indonésia.

Indonésia, apesar da crise financeira asiática de há 10 anos atrás, está a sair-se muito bem desta vez. O crescimento mantem-se, o consumo das famílias é alto e os projectos de investimento recomeçam. Previsto para 4,3 por cento para este ano, o crescimento deve partir a mais de 6 por cento em 2011. Os investimentos estrangeiros triplicaram depois de 2004 e chegaram aos 15 mil milhões de dólares em 2008. A este ritmo, prevê-se que em 2050 a Indonésia se torne na 8a economia mundial. Mas sofre de um mal endémico, a corrupção. O país esta classificado no lugar n° 126 em 163. É preciso trabalhar muito para o país atrair investidores a longo prazo: lutar contra a corrupção, reformar uma burocracia opaca e pouco eficaz, desenvolver as infraestruturas necessárias. Para atrair os capitais estrangeiros, o sector do turismo também tem de ser desenvolvido. Por agora, fora de Bahli faltam as infraestruturas. As riquezas estão à vista mas, tal como para o turismo, são mal exploradas. As matérias primas minerais e agrícolas abundam nas 18 mil ilhas do arquipélago: o gás, o carvão, o cobre, o óleo de palma em que a Indonésia lidera a produção. Riquezas que o povo indonésio não aproveita, como explica uma activista de uma ONG local, Wardah Hafidz : “Prestam muita atenção à macroeconomia, e na realidade não acreditam no potencial dos pobres, das pessoas no geral. Assim, a economia informal e negligenciada e as necessidades basicas como a terra nao estao reguladas.” O quarto país mais povoado do mundo é um mercado de 235 milhões de habitantes com o nível de vida a progredir, mesmo que ainda haja desigualdades gritantes. Perto de 18 por cento de indonésios vivem abaixo do limiar da pobreza. 50 milhões não têm acesso a água potavel e 90 milhões não têm electricidade.