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Cimeira do G8 marcada por aperto de mão entre Obama e Khadafi

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Cimeira do G8 marcada por aperto de mão entre Obama e Khadafi

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O G8 conseguiu comprometer as grandes nações emergentes com a recuperação económica mundial, mas não com a redução das emissões poluentes.

Paralelamente aos grandes temas do dia, a cimeira na localidade italiana de L’Aquila ficou ontem marcada por um momento histórico nas relações entre os Estados Unidos e a Líbia: o aperto de mão entre Barack Obama e Muhammar Khadafi, que se encontravam pela primeira vez face a face. Após três décadas de relações geladas pelo apoio líbio a organizações consideradas terroristas por Washington, os últimos anos marcaram uma reaproximação, apesar da persistente desconfiança mútua. Na ordem dos trabalhos, os dirigentes do G8 não conseguiram convencer os homólogos das economias emergentes a assumir metas concretas para a redução das emissões poluentes. O presidente norte-americano sublinhou a “dificuldade” de debater o tema das alterações climáticas “num contexto de recessão global, que se adiciona aos medos de que ocupar-se do assunto contrarie as possibilidades de um crescimento económico robusto”. Mas Obama acrescenta que há “uma escolha, moldar o futuro ou deixar que os acontecimentos o façam por nós”. À margem da cimeira, George Clooney visitou as partes de L’Aquila marcadas pela devastação do terremoto de Abril, que fez perto de trezentos mortos. O actor norte-americano pretendeu com a deslocação chamar as atenções para os milhares de italianos desalojados pela tragédia, muitos dos quais continuam a viver em tendas improvisadas.