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Operação escutas telefónicas não terá mais investigações

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Operação escutas telefónicas não terá mais investigações

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A polícia britânica afirma que não irá reabrir as investigações dos casos de escutas telefónicas ilegais praticadas por jornalistas do grupo de Rupert Murdoch.

O News Group Newspapers, subdivisão do império do magnata australiano dos meios de comunicação, teria pago para silenciar três vítimas que tiveram os telefones sob escuta para a obtenção de informações exclusiva. Um responsável da Scotland Yarf diz: “As nossas investigações mostraram que na grande maioria dos casos não havia muitas provas e foram arquivados. Os casos mais explícitos foram todos recenseados e as pessoas contactadas pela polícia”. Entre as vítimas estão a modelo Elle Macpherson, a actriz Gwyneth Paltrow, o cantor George Michael, o ex-vice-primeiro ministro John Prescott. Uma das pessoas potencialmente atingidas a nível político é David Cameron, líder do Partido Consevador. “Não está certo um jornal recorrer a escutas privadas sem justificação, eu digo isto depois de Andy Culson ter-se demitido do News of the World, eu sabia da sua demissão e dei-lhe um emprego, defendo que toda a gente merece uma segunda oportunidade.” O seu director de comunicação, Andy Coulson, tinha cargos de chefia no ‘News of the World’ quando jornalistas sob a sua responsabilidade recorreram a práticas ilegais. Tablóides britânicos controlados por Rupert Murdoch pagaram mais de um milhão de libras para evitar processos que poderiam revelar o envolvimento de seus jornalistas na escuta ilegal de várias personalidades.