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Nabucco, a alternativa da Europa

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Nabucco, a alternativa da Europa

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A principal função do Nabucco é reduzir a dependência europeia do gás russo.

O acordo assinado agora em Ancara reforça a segurança energética da Europa. já que o novo gasoduto diversifica os fornecedores de gás e evita problemas como os que aconteceram já com a Rússia. O gasoduto vai levar o gás do Mar Cáspio através da Turquia, da Bulgária, da Roménia e da Hungria. A Áustria e a Alemanha são países parceiros do projecto. A construção custa 7900 milhões de euros. A capacidade de transporte, até 2014, é de 31 mil milhões de metros cúbicos de gás, 5% das necessidades europeias. Um dos países produtores de gás a beneficiar com a construção do Nabucco é o Turquemenistão, que viu no ano passado as reservas de gás triplicar. O Egipto, o Azerbaijão, o Irão e a Rússia podem também vir a participar. O primeiro-ministro da Hungria, Gordon Bajnai, explica: “O Irão tem grandes reservas, por isso é uma importante fonte de fornecimento. Há muitas dificuldades políticas e económicas que têm que ser resolvidas, para que o Irão possa juntar-se ao consórcio”. Este projecto avança ao mesmo tempo que o South Stream, defendido pla Rússia e pla Itália, que prevê uma travessia do mar Negro. Berlusconi e Putin aprovaram recentemente a construção deste gasoduto, que garante a continuidade do fornecimento russo. O projecto é concorrente do Nabucco. Um dos grande perdedores com a aprovação do Nabuxxo é o gigante russo do fornecimento de gás, Gazprom, que dá actualmente 20% do gás natural consumido na União Europeia. Além disso, o grupo pode não vir a respeitar o compromisso com o South Stream, já que está em dificuldades financeiras.