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À descoberta de fontes originais de energia

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À descoberta de fontes originais de energia

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Discotecas são sinónimo de movimento e movimento gera electricidade. É desta forma que um clube nocturno em Roterdão lida com o potencial da noite.

Na pista de dança estão sensores que captam as vibrações e as transformam em energia. Roterdão prometeu reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em cinquenta por cento até 2025. Este é um pequeno passo. O responsável por todo este processo afirma que apenas são necessárias cem pessoas para alimentar a mesa de mistura do D.J. Michel Smit afirma que “a ideia é demonstrar às pessoas o que é a energia e quanta é necessária para alimentar um aparelho…” Mas o equipamento custa 200 mil euros. Há quem questione a sua eficácia. “O futuro deste sistema não tem limites. As pessoas dançam em todo o lado. Somos capazes de recolher, neste momento, até 20 watts por pessoa se todos dançarem muito. Mas se muitas pessoas estiverem a caminhar, ou num ginásio, por exemplo, poderíamos obter até 40 watts por cada uma no futuro!”, acrescenta Smit. Outra ideia é recolher energia através de portas giratórias. Um sistema em prática na estação de Amsterdão. Dirk Groot, produtor da tecnologia, afirma que “a energia gerada pelo dínamo armazena-se na bateria que alimenta as três lâmpadas colocadas no tecto.” Groot concebeu a ideia tendo em conta que “a tendência, na Europa, é tornar todos os edifícios amigos do ambiente. Por isso decidimos instalar estas portas que produzem a sua energia.” Mas para fornecer energia para um café e suas máquinas de expresso seriam necessárias trinta portas giratórias e pelo menos 100 utilizadores por hora. Na mesma linha, mas na Suíça, os investigadores procuram técniacs mais ergonómicas. Gerhard Troster, cientista alemão, apresenta um pequeno aparelho que se coloca junto ao joelho através de uma fita: “Aqui está um gerador electro-dinâmico que produz energia graças ao movimento.” E basta um simples movimento do joelho para que se produza energia que depois é armazenada. Troster está confiante de que “podemos de forma permanente medir as funções vitais do organismo através de sensores que se alimentam do movimento. A energia produzida é suficiente para carregar um Ipod por pouco tempo.” O corpo humano não está pronto a transformar-se numa central eléctrica, mas os investores não desistem. O sistema da discoteca, por exemplo, vai ser exportado para Xangai.