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Retomado projecto Solar megoalómano

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Retomado projecto Solar megoalómano

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Há quem diga que é tão difícil como colocar o homem na Lua. Trata-se de complexo e ambicioso projecto Desertec – recuperado do papel agora que os investidores, especialmente alemães, decidiram voltar a fazer contas tendo em mente a sua conretização.

Aproveitar a energia solar do deserto do Sahara – esta é a ideia base. Um cenário que se assemelharia ao de Sanlucar, em Espanha, onde está instalada uma gigantesca central térmica alimentada pelo Sol. Uma ideia que custará qualquer coisa como 400 mil milhões de euros – “caríssimo”, segundo alguns críticos, e difícil de concretizar porque a rede de transporte teria de passar por zonas geopoliticamente instáveis. Torsen Jeworrek, promotor da iniciativa, defende-se: “O preço a pagar pela alteração climática torna o custo de Desertec irrisório. Mas quanto mais esperarmos, mais caro vai sair, por isso devíamos começar já.” Se o projecto se concretizar, será a maior central de energia solar de sempre e poderá fornecer à Europa até 15 por cento de energia em 2050. René Umlauft, representante da Siemens, envolvida no projecto, afirma que “existe a possibilidade de se armazenar energia em depósitos grandes, utilizando o sal como fonte de retenção . E quando o Sol se põe, a energia fica guardada.” O projecto pode contribuir para a União Europeia atingir os objectivos de redução de emissões de gases com efeito de estufa e criar novos postos de emprego. Mas os mais críticos consideram que os europeus deviam procurar alternativas mais perto de casa – o que aconteceria mais depressa e seria mais barato.