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Comunidade internacional indignada com homicídio da activista russa

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Comunidade internacional indignada com homicídio da activista russa

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Foi com indignação que a comunidade internacional reagiu ao assassínio da activista russa Natalia Estemirova. A União Europeia, por exemplo, condenou “a morte brutal” e instou as autoridades russas a encontrarem os responsáveis.

Estemirova foi encontrada morta, com dois tiros na cabeça, na república russa da Inguchétia, nove horas depois de ter sido raptada quando saía de casa, na Tchetchénia. A activista trabalhava para a organização Memorial. Estava a investigar casos de alegados raptos, tortura e homicídios cometidos por tropas russas ou forças para-militares na Tchetchénia. “Eu sei e posso dizer, em princípio, quem a matou, quem é responsável por esta morte. O seu nome é Ramzan Kadyrov. O seu cargo é presidente da república tchetchena. Sei que este homem odiava Natasha Estimirova. Sei que, várias vezes, ele falou dela de uma forma extremamente crítica”, acusou o presidente da Memorial, Oleg Orlov. Kadirov qualificou como “desumano” o assassínio de Estemirova e prometeu não poupar esforços para levar o inquérito até ao fim. A activista dos direitos humanos era uma colaboradora próxima da jornalista Anna Politkovskaia, assassinada em 2006. Estemirova recebeu o primeiro prémio com o nome da jornalista.