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Jemaah Islamyiah: uma década de atentados por um Estado Islâmico no Sudeste Asiático

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Jemaah Islamyiah: uma década de atentados por um Estado Islâmico no Sudeste Asiático

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Acusada de vários atentados mortíferos na Indonésia, a Jemaah Islamiyah é uma rede clandestina que tem como objectivo a criação de um Estado Islâmico englobando grande parte do Sudeste Asiático.

Apontado durante anos como o líder espiritual e fundador em 1993 da organização, o religioso indonésio Abu Bakar Bachir foi condenado por conspiração nos atentados que fizeram 202 mortos em Bali, em Outubro de 2002. No entanto, a sentença contra Bachir – que sempre negou ligações com a Jemaah Islamiyah – foi anulada em Dezembro de 2006. Na última década, os ataques de Bali – que contaram entre as vítimas sobretudo turistas estrangeiros – marcam o mais mortífero dos atentados atribuídos à organização terrorista. Com a colaboração dos Estados Unidos e da Austrália, o Estado indonésio conseguiu nos últimos anos deter cerca de 300 activistas e simpatizantes da Jemaah Islamiyah, enquanto uma centena de suspeitos foram capturados nas vizinhas Malásia e Singapura. No ano passado, dois alegados líderes do grupo, Zarkasi e Abu Dujana, foram condenados em Java a 15 anos de prisão. Mas outros supostos líderes da organização, nomeadamente o malaio Noordin Mohammad Top – acusado de orquestrar os atentados de Bali e do Marriot de Jakarta em 2003 -, continuam a escapar à Justiça. A cidade de Jakarta foi palco de vários ataques atribuídos à Jemaah Ismaliyah, o último dos quais datava de 2004 contra a embaixada australiana, fazendo 10 mortos.