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Morte de activista russa suscita reacções internacionais

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Morte de activista russa suscita reacções internacionais

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O assassinato da activista dos direitos humanos russa, Natalia Estemirova, suscitou condenações internacionais, em particular do Ocidente, e pressões para que os responsáveis sejam levados à justiça.

Ao contrário do que aconteceu com a morte de Anna Politkovsaya, jornalista crítica do Kremlin, o presidente russo deu bastante importância. Em visita oficial à Alemanha e junto à chanceler Angela Merkel, Dimitry Medvedev, anunciou a abertura de um inquérito. “Ela expunha a verdade abertamente e por vezes de uma forma crua sobre coisas que se passavam no nosso país. Era também aí que residia o valor dela. Este tipo de crimes não pode ficar impune”, disse Medvedev. A organização dos direitos humanos para quem Estemirov trabalhava, a Memorial, aponta o dedo ao presidente da Chechénia, Ramzan Kadirov. O Grupo de Helsínquia também acusa o dirigente que é apoiado pelo Kremlin. “É preciso salientar que muitos inimigos pessoais do presidente Kadyrov morreram em diferentes locais – e não falo apenas na Chechénia – e ele continua a ser presidente e não há procedimentos legais contra ele”, referiu Ludmila Alexeyeva. De acordo com a Memorial, o presidente da Chechénia já tinha insultado e mesmo ameaçado Natalia Estemirov, considerando-a inimiga pessoal. Em Grozny, o presidente checheno reagiu à notícia da morte da activista russa tendo garantido que os responsáveis vão ser encontrados e julgados.