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Estados Unidos e Rússia juntos na conquista do espaço

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Estados Unidos e Rússia juntos na conquista do espaço

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O sucesso da missão Apolo 10 quebrou o domínio soviético do espaço. Mas oito anos antes da chegada do primeiro homem à Lua o russo Yuri Gagarin tinha já feito um voo em torno da órbita da Terra.

Foram as vitórias da tecnologia russa, desde o lançamento do satélite sputnik, em 1957 até ao passeio espacial de Alexei Leonov em 1965, que fizeram a Rússia relativizar o facto dos americanos terem pisado primeiro a Lua. Sergei Krikalev explica “Claro que gostaríamos que tivesse sido um soviético o primeiro homem a pisar a Lua, a vida é assim, mas tomamos a dianteira, em relação aos americanos, ao lançarmos o primeiro satélite, ao pormos o primeiro homem e a primeira mulher no espaço e ao concretizarmos a primeira caminhada espacial. Conseguimos muitas coisas.” Mas o fim da Guerra fria e a emergência de novos poderes económicos, como a China e a Índia, abriu a corrida ao espaço. Em 2003, o tenente-coronel Yang Liwei torna-se o primeiro chinês a fazer uma missão em torno da Terra. Enquanto nos Estados Unidos e na Rússia a Lua deixa de ser um fim e passa a ser um meio, uma etapa, num projecto de longo prazo, chegar a Marte. Longe da competição do passado, americanos e russos unem-se e, com o apoio da Agência Espacial Europeia, pretendem criar uma base permanente na Lua em 2020. O projecto americano “Constelação” prevê ainda a chegada a Marte em 2030. As questões económicas unem potências na conquista do espaço, uma interpretação partilhada por Neil Armstrong. O primeiro astronauta a pisar a lua afirma: “A competição do passado acabou por criar um mecanismo de cooperação entre antigos adversários e, nesse sentido, este foi um investimento excepcional para ambos os lados.” Um dos frutos desta cooperação é o projecto «Marte 500». A 14 de Julho quatro russos, um francês e um alemão, testaram durante três meses e meio, as condições de vida no futuro módulo espacial. O primeiro homem a pisar o solo de Marte levará, muito provavelmente, não uma mas várias bandeiras.