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Reformistas iranianos querem referendo ao poder

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Reformistas iranianos querem referendo ao poder

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A Associação dos Religiosos Combatentes quer um referendo sobre a legitimidade do Governo de Mahmoud Ahmadinejad.

O dirigente da plataforma reformista e ex-presidente iraniano Mohammad Khatami justifica a medida com o facto de milhões de iranianos terem perdido a confiança no processo eleitoral. O principal opositor de Ahmadinejad, o candidato presidencial Mirhossein Mousavi, contesta o resultado das últimas eleições – tal como Khatami e outras figuras políticas de relevo no Irão -, dizendo que os resultados foram forjados. Esta acusação tem sido refutada pelas autoridades governamentais. O líder da oposição iraniana, Mirhossein Mousavi, disse que as detenções de apoiantes seus não irão travar os protestes por causa dos resultados das presidenciais de 12 de Junho e fez um apelo à liberdade de expressão. O opositor do presidente Mahmoud Ahmadinejad queixou-se ainda que as pessoas detidas, por se manifestarem, «não têm direito a advogados e estão a ser pressionadas para fazem confissões». O guia supremo iraniano, o ayatolá Ali Khamenei, voltou a acusar os inimigos externos da República Islâmica de ter apoiado, através dos meios de comunicação, os distúrbios posteriores à reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad. O Irão foi palco de protestos após o acto eleitoral de 12 de Junho, que resultou na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Protestos que resultaram na morte de pelo menos 20 pessoas. Após semanas de acalmia, sexta-feira voltou a haver confrontos em Teerão entre a polícia e os manifestantes reformistas.