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Cientistas estudam recuperação de paralisias com células estaminais

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Cientistas estudam recuperação de paralisias com células estaminais

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Cada ano, mais de 130 mil pessoas em todo o Mundo são vítimas de um traumatismo da coluna vertebral, conduzindo a uma paralisia permanente e a uma vida inteira marcada pela incapacidade física.

Na Europa, cerca de 330 mil pessoas vivem com uma lesão permanente na espinal-medula, com 10 mil novos casos anuais. Um grupo de cientistas europeus, enquadrados no projecto RESCUE apoiado pela União Europeia, está a estudar formas para restaurar a espinal-medula lesionada através de células estaminais humanas provenientes de medula óssea e do sistema nervoso central. O Instituto de Neurociências de Montpellier, no sul de França, é um dos participantes no projecto. Os investigadores do instituto acreditam que as células estaminais presentes na espinal-medula de adultos podem ter um papel-chave na reconstrução da espinal-medula, permitindo eventualmente aos pacientes reconquistar um dia a mobilidade. As células estaminais são capazes de reproduzir-se e de transformar-se em células maduras da espinal-medula, seja neurónios sensoriais ou outras células. Segundo os cientistas, permitem desenvolver diferentes tipos de células necessárias ao correcto funcionamento da espinal-medula. Depois de cultivadas, as células estaminais foram implantadas em ratos de laboratório. Os cientistas verificaram depois que essas células se transformavam em neurónios, capazes de ligar-se parcialmente ao sistema nervoso. Graças a injecções de células estaminais, 80 por cento dos ratos paralizados recuperaram algumas das funções motoras. Segundo os cientistas, o que funciona para os animais pode, a longo prazo, funcionar para os humanos. Mas a palavra de ordem é ainda “cautela” a respeito das futuras utilizações terapêuticas deste progresso científico nos humanos. Poderá demorar pelo menos cinco anos até que sejam realizadas as primeiras experiências em humanos. O caminho será árduo e os resultados finais uma incógnita, mas estas investigações oferecem uma nova esperança.