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Pode nascer um novo «Sol» no Japão

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Pode nascer um novo «Sol» no Japão

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Depois da dura derrota nas eleições locais de Tóquio, que perdeu para o principal partido da oposição, o Primeiro-Ministro japonês viu-se forçado a antecipar as legislativas de Outubro. No Japão a mudança política pode ser radical e pôr fim a mais de meio século de domínio do Partido Liberal Democrático.

Taro Aso pediu desculpas por não ter conseguido unir o seu partido e considera ser importante que, de forma humilde, o PDL, reflicta o criticismo da nação e recomece. A grave crise que o país enfrenta, leva a medidas radicais como a dissolução do parlamento japonês anunciada hoje. Taro Aso, cuja popularidade está abaixo dos 20 por cento, é o terceiro primeiro-ministro do seu partido depois da partida de Koizumi em 2006. O Japão foi um dos primeiros países a viver o colapso económico. Descontentes, os eleitores, viram-se para o principal partido da oposição. Em 2007, pela primeira vez, o PDJ, venceu as eleições para o Senado. O Partido Democrático do Japão, que nunca governou, promete adoptar uma política económica e social menos liberal. Uma promessa que tem como pano de fundo a profunda recessão japonesa. No segundo trimestre de 2009 o PIB japonês contraiu 14,2 por cento, mas a produção industrial vinha já em queda desde o primeiro trimestre, 14 por cento. Em Abril o desemprego era de 5 por cento. O país atravessa a pior recessão dos últimos 60 anos. O colapso da procura mundial provocou uma queda dramática nas exportações japonesas, um duro golpe para a indústria, o pilar da economia nipónica do pós-guerra. O impacto da crise está patente na cidade da Toyota onde o número de pedidos de emprego aumentou substancialmente desde o início da crise no sector automóvel. Uma área já fragilizada pelo trabalho precário. Muitos dormem agora nas ruas e recorrem à chamada sopa dos pobres.