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A corrida à produção de vacinas contra a gripe A acelera em todo o mundo.

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A corrida à produção de vacinas contra a gripe A acelera em todo o mundo.

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Os mais de trinta laboratórios farmacêuticos que há quatro meses investigam o vírus H1N1 e suas mutações garantem que podem produzir mais de 95 milhões de doses por semana em condições favoráveis.

Mas apesar das encomendas de vários países, a eficácia das vacinas mantém-se incerta e não se sabe quando começam a estar disponíveis nos mercados. Nos laboratórios Sanofi-Pasteur, um dos líderes mundiais do sector, os primeiros testes estão marcados para Agosto e as primeiras entregas devem acontecer durante o Outono. O porta-voz do laboratório, Albert Garciam afirmou: “O problema em torno do vírus H1N1 é a procura das vacinas que pode ser enorme, porque urge proteger o maior número possível de pessoas num tempo mínimo. Por isso estamos a tentar gerir a economia das doses. Queremos saber que quantidades mínimas de antigenes virais, o princípio activo contido na vacina, são suficientes para proteger o ser humano. Isso ajuda-nos a obter mais doses o mais rápido possível.” Ultrapassado o problema da produção há que encarar a questão distribuição e suas prioridades. De cordo com estudos, mais de 90 por cento das mortes devidas à pandemia da gripe severa podem produzir-se em países em vias de desenvolvimento. E existe o receio de que os países ricos monopolizem uma grande parte da produção mundial de vacinas. Cinquenta países, entre eles os Estados Unidos, já fizeram grandes encomendas de vacinas aos laboratórios desde Maio. Albert Garcia acrescenta: “A prioridade vai ser calculada de acordo com as epidemias locais e com a evolução da doença de país para país. Cada nação terá a responsabilidade de monitorizar a situação. Somos os produtores e fornecemos o maior número de vacinas possível o amis depressa possível, mas a OMS e as autoridades sanitárias de cada país decidem quais as prioridades…” A Organização Mundial da Saúde gostava de ter 4,9 mil milhões de doses de vacinas prontas em 12 meses. Mas restam dúvidas sobre a resistência do vírus aos tratamentos disponíveis actualmente, e face a uma possível mutação, a produção e distribuição da vacina pode vir a ser atrasada.