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Corrupção vence na Bulgária e Roménia

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Corrupção vence na Bulgária e Roménia

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Bulgária e Roménia mantém niveis de corrupção preocupantes – quem o diz é a Comissão Europeia, no relatório sobre os dois mais recentes membros da União.

Sófia parece ser o caso mais grave. Centenas de milhões de euros de fundos comunitários permanecem congelados, porque Bruxelas entende que a Bulgária não dispõe de meios eficazes, para contolar esses fluxos financeiros. Há progressos, mas são lentos e insuficientes.A vice-primeira ministra concorda: “Eu partilho da opinião da Comissão. O processo poderia ter sido acelerado. Tem sido relativamente lento. Precisamos de continuar o nosso trabalho, usando os mecanismos de cooperação e fiscalização”. A Comissão diz que faltam meios para combater o crime organizado, esse será o principal problema da Bulgária. O relatório constata também que há extractos sociais búlgaros que se consideram acima da lei e que administração pública sente, por isso, dificuldades para se impor. Na Roménia o problema é diferente. Há mescanismos de luta, mas estão muito dispersos,. como reconhece um porta-voz da Comissão. “O governo romeno elaborou propostas importantes de reforma, adaptando o código civil à tipologia do crime. Mas os resultados das reformas permanecem ainda muitos fragmentados e o processo de reformas é, muitas vezes, excessivamente politizado”. A Comissão decidiu por isso manter, por mais um ano, o processo de vigilância, contra a corrupção, nos dois estados do Mar Negro. Até lá, a Roménia tem um programa de 16 medidas que deve colocar em prática. Por exemplo, agilizar os códigos de processo civil e penal. No caso búlgaro, a prescrição é um pouco maior – são 21 medidas. Por exemplo, a justiça deve ser mais rápida a confiscar bens e o código penal terá de ser revisto.