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Iraque: das questões militares às sociais

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Iraque: das questões militares às sociais

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Apesar dos persistentes problemas de segurança o Iraque precisa hoje de ajuda que vai muito para além da militar.

Enquanto o Primeiro-ministro iraquiano pede, em Washington, ajuda aos Estados Unidos, no terreno começaram já os trabalhos necessários à reconstrução do país depois de anos de guerra. Falta quase tudo no Iraque, mas as principais preocupações são a luz, a água e todas as outras infra-estruturas, como as estradas, que permitem uma melhoria na qualidade de vida das populações. A moeda de troca é, como não podia deixar de ser, o petróleo. Mas há outras questões que é preciso ainda solucionar, entre elas, a das tensões étnicas em torno da criação de um estado curdo acentuadas pela situação de Kirkuk, cidade reivindicada pelo Curdistão iraquiano. Segundo os americanos Kirkuk, situada entre o Curdistão e o restante território do Iraque, detém 4 por cento das reservas mundiais de petróleo. Há ainda a resolver uma pesada herança do período de Saddam Hussein, o chamado capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, que diz que o Iraque é considerado uma «ameaça à segurança e estabilidade internacional. As sanções contra o Iraque foram impostas depois da invasão e ocupação iraquiana do Kuwait em 1990, que se prolongou durante sete meses. São todas estas questões que o governo iraquiano pretende ver resolvidas e, para isso, precisa do apoio dos Estados Unidos.