Os preços do leite estão em queda livre, mas a Comissão, rejeita qualquer medida de excepção, como reclamam os agricultores. As ajudas até 2012 serão extremamente reduzidas e está fora de causa uma redução da produção, que ajuste a oferta à procura.
A Comissária Europeia diz que não tem qualquer varinha mágica, para melhorar os preços:
“Nós estamos a sugerir diferentes possibilidades de ajudas estatais, como um auxílio que pode ser no mínimo de 7.500 euros e no máximo de 15 mil, por agricultor. Achamos que isso pode de facto ajudar. Estamos também a sugerir um controle mais restrito do sistema de quotas e penso que isso terá também efeitos positivos. Podemos fazer mais qualquer coisa, para estimular o consumo de leite. Podemos incrementar o programa “leite na escola”. São diferentes possibilidades”.
É a resposta à quebra na procura.
Mais dinheiro é que não, até porque os factos provam que qualquer subsídio, vai ficar entre a produção, e o consumidor final.
A Comissão prometeu mais fiscalização sobre os circuitos de distribuição. Existe a suspeita de que há uma estratégia de concertação de preços que viola a lei da concorrência.
E como reconhece o vice-presidente do Comité Agrícola, José Bové, apesar da quebra de preços na produção, o leite chega ao consumidor, ao mesmo preço de sempre. O que quer dizer que alguém esta a lucrar com a crise:
“Esta política não interessa nada ao consumidor, porque ninguém sente a diferença, quando vai comprar um litro de leite ou um pacote de manteiga. A quem aproveita o crime? Acho que a Comissao Europeia tem uma visão completamente ideológica., quer dizer, ao abrir o mercado, ao liberalizar a política agrícola, pensa que isso vai permitir a resolução do problema. Não é verdade. Vejamos o inverso. Uma exploração agrícola desaparece, de três em três minutos, na Europa. Esta é a verdadeira situação”.
Os agricultores protestam, mas o assunto parece não ter, para já, uma solução. Lamentam que o leite continue a ser preterido, em favor dos refrigerantes, muito mais caros.
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