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Gripe A: Falta coordenação na Europa

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Gripe A: Falta coordenação na Europa

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Quatro meses depois de aparecer a gripe A as autoridades sanitárias mundiais continuam hesitantes sobre as medidas a adoptar para conter a propagação do vírus.

O México foi o primeiro país do mundo a declarar um nível de alerta vermelho e a pôr em prática as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Medidas que não evitaram a propagação do vírus e que hoje parecem alarmistas aos olhos dos governos que adoptaram medidas menos impulsivas. Mark Van Ranst, virologista e epidemiologista afirma: “Nunca há coordenação suficiente, estão todos a fazer o melhor que podem no entanto, o resultado final é que, mesmo depois de todo este esforço, a coordenação europeia continua a falhar. Em relação a medidas veterinárias noutras questões vemos que a coordenação é muito mais fácil de se conseguir do que quando se trata da saúde humana.” Com a chegada do Inverno no hemisfério sul e com o medo de uma segunda vaga do vírus, nos países mais atingidos como a Argentina, o governo decidiu que os hospitais são responsáveis pelo diagnóstico e tratamento da doença. Na Europa, países como a França decidiram conduzir os pacientes para a medicina geral. Enquanto em Portugal há hospitais, de norte a sul do país, preparados para receberem as pessoas infectadas pelo vírus. Na UE cada país vai gerindo a situação um pouco à sua maneira. Mark Van Ranst acrescenta: “Temos que estar preparados e penso que a criação de stocks de antivírus foi a melhor coisa a fazer. Contudo o melhor medicamento é aquele que não é dado, são medicamentos, não são doces. Aquilo que vemos é que alguns estados membros estão a prescrever antivirais como se fossem doces. Em primeiro lugar isso vai quase esgotar os stocks nacionais e se a gripe voltar mais forte, quando acabarem, acabaram.” O aumento dos casos de gripe aumenta todos os dias mas os governos continuam a querer evitar, a todo o custo, alarmar as populações. Mas a esperada progressão do vírus, anunciada aliás pela Comissão Europeia, vai obrigar a medidas mais radicais como o encerramento de espaços públicos e até, quem sabe, limitar a circulação de pessoas entre fronteiras.