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O nascimento do Curdistão iraquiano

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O nascimento do Curdistão iraquiano

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No fim da I Guerra Mundial, dá-se o colapso do império Otomano. Em Sévres é proposta uma adenda ao Tratado de Versalhes para tentar estabelecer um território autónomo para os curdos, mas a proposta é recusada.

Em 1923, a Turquia é reconhecida como uma Nação independente. 12 milhões de curdos vivem espalhados por três Estados: Turquia, Iraque e Síria. Em 1970 é assinado um acordo com Bagdade que dá aos curdos alguma autonomia. Mas estes continuam a reclamar a independência. Anos mais tarde, em 1984 é formado o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK de Abdullah Ocalan, que se lança numa luta armada. Mas a revolta foi travada por Bagdade, quando curdos e iranianos lançaram ataques no Curdistão iraquiano. Em 1988, em plena guerra Irão-Iraque, milhares de curdos foram atacados com armas químicas pelo exército de Sadam Hussein. Depois da guerra do Golfo, já nos anos 90, dois milhões de curdos tentaram fugir pelas montanhas do norte do Iraque e procurar refúgio nas regiões fronteiriças da Turquia e do Irão. Mas muitos acabaram por perder a vida nesta viagem. Em 1995, Ankara culpa o PKK pelos ataques terroristas na Turquia, a partir das suas bases no Iraque e envia 35 mil soldados para as montanhas iraquianas para controlar a rebelião dos independentistas. Três anos mais tarde, o líder do PKK é capturado, o que desencadeia uma série de atentados bombistas na Turquia e na Síria. A partir da queda do regime de Sadam Hussein, sob a alçada da ocupação norte-americana, os curdos iraquianos reforçam a autonomia territorial e criam o próprio governo regional.