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Moldávia procura solução política nas urnas

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Moldávia procura solução política nas urnas

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A Moldávia vai voltar às urnas em eleições legislativas antecipadas, para tentar fazer o país sair da crise política que o paralisa desde Abril.

Em Junho, o presidente cessante, o comunista Vladimir Voronin, viu-se obrigado a dissolver um parlamento acabado de ser eleito, por falta de acordo entre os comunistas e a oposição sobre o nome do presidente da assembleia nacional. E o bloqueio poderá persistir. Segundo as sondagens, os comunistas continuam a ser favoritos, mas não conseguirão deputados suficientes para escolherem sozinhos o próximo presidente. A oposição liberal, pró-ocidental, acusa os comunistas de autoritarismo e corrupção. “Durante a campanha as violações por parte dos comunistas não paráram. Desligaram a electricidade durante os nossos comícios eleitorais e a polícia criou-nos muitos obstáculos”, declara um dirigente do partido. Os comunistas, que contam com o apoio sobretudo das populações rurais e dos reformados, refutam as acusações e justificam: “O Partido Comunista respeita o código eleitoral. Todos os ministros que estão envolvidos na campanha suspenderam a sua actividade e não estão a utilizar carros oficiais ou recursos administrativos”. A tensão entre os comunistas no poder e a oposição é muito forte. Em Abril, o Parlamento e a residência presidencial, em Chisinau, foram alvo da fúria de centenas de manifestantes, após o anúncio da vitória dos comunistas nas eleições legislativas. Desde aí, o bloqueio impôs-se e as divergências entre pró-ocidentais e pró-russos não páram de aumentar. As autoridades moldavas acusaram a Roménia de ter fomentado os motins e a violência, o que levou ao quase congelamento das relações entre os dois países de língua e história comuns. Chisinau chegou mesmo a acusar a Roménia – cujo presidente apoia abertamente a oposição moldava – de querer anexar o país, facilitando a otenção da nacionalidade romena aos moldavos que a solicitem. Actualmente, cerca de 800 mil moldavos, num total de 4 milhões e meio, já têm ou já pediram passaporte romeno. A Roménia é a porta para a União Europeia para muitos candidatos à emigração, naquele que é o país mais pobre da Europa e que depende economicamente da Rússia. Calcula-se que 600 mil moldavos trabalham na Rússia ou na União Europeia. Esses, não vão às urnas para definir o futuro político do país.