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Dissidente uigur fala de massacre em Urumqi

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Dissidente uigur fala de massacre em Urumqi

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Cerca de 10 mil pessoas terão desaparecido em apenas uma noite, durante os confrontos do princípio de Julho em Urumqi, na província de Xinjiang, na China.

A acusação é da líder da dissidência uigur, Rebiya Kadeer que, num encontro com os jornalistas em Tóquio, pergunta onde estão estas pessoas e acusa os Estados Unidos de não terem reagido àquilo a que chama a “tentativa chinesa de esmagar o povo uigur”. Rebiya Kadeer, que vive exilada nos Estados Unidos desde 2005, pede a abertura de um inquérito internacional sobre a violência que eclodiu no dia 5 de Julho na capital da região autónoma chinesa de Xinjiang. Pequim responde a estas acusações reiterando a necessidade de repôr a ordem. Em Washington, o vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros afirma que “o incidente ocorrido a 5 de Julho em Xinjiang é muito claro: foi um acto terrorista extremamente violento com confrontos, destruição e incêndios”. Os confrontos ocorreram entre os uigurs, muçulmanos de origem turca e os hans, a etnia dominante na China. Segundo fontes oficiais chinesas, nos motins perderam a vida 197 pessoas; a dissidência uigur fala de milhares de mortos.