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ETA num beco sem saída

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ETA num beco sem saída

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Eduardo Puelles, o comissário da polícia morto pela ETA, em Junho passado é a única vítima mortal da organização terrorista este ano.

A sua morte foi provocada pela explosão de uma bomba colocada sob o seu automóvel no dia 19 de Junho. Este atentado foi o sétimo desde o inicio de 2009 e uma demonstração de força da ETA no âmbito de uma estratégia para obrigar o estado espanhol a negociar. Alguns dias mais tarde o ministro do interior reiterava ainda com mais firmeza a determinação do governo de Madrid. “ É claro que este longo processo de violência custa à ETA muitas detenções . Isso significa que o Estado faz o seu trabalho e que esse trabalho vai continuar até que a ETA abandone defenitivamente as armas.” A ETA tinha rompido o processo que visava uma saída negociada do terrorismo com o atentado que fez dois mortos no aeroporto de Barajas, em Madrid, em Dezembro de 2006. A organização acabara assim com a trégua por si declarada quatro meses antes e obriga o chefe do governo, José Luis rodrigues Zapatero, a uma mudança radical de política. “Minhas senhoras e meus senhores é necessário e conveniente que voltemos a renovar a unidade democrática face ao terrorismo, assim o exigem os cidadão, assim o pede o governo e todas as forças políticas.” Esta declaração significava também o fim da trégua por parte do governo espanhol. Com a colaboração da policia francesa, as detenções sucedem-se, em pouco mais de um ano, entre maio de 2008 e abril de 2009 quatro importantes chefes da ETA caem. A paisagem política do País Basco também muda depois da chegada ao poder do socialista Paxi Lopez no seguimento das eleições regionais 2009. Com a formaçao do primeiro governo basco não nacionalista, os nacionalistas moderados no PNV passam pela primeira fez à oposição roubando o lugar aos radicais independentistas. Estes foram excluidos do parlamento na sequência da ilegalização das suas listas eleitorais pela justiça espanhola. Uma decisão que foi ratificada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem em Estraburgo em 3o de Junho deste ano. Depois de seis anos de processo o Tribunal considerou que o Batasuna como um instrumento de estratégia terrorista da ETA.